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Os distúrbios renais ocupam o quarto lugar das doenças
que atacam as pessoas nos países desenvolvidos e muitas
são as suas causas, dentre elas: infecções,
envenenamento por substâncias químicas (como
o mercúrio e o tetracloreto de carbono), lesões,
tumores, formação de “pedras” (cálculos
renais), paralisia, problemas circulatórios, etc. Nos
últimos anos, o número de pacientes com insuficiência
renal crônica tem crescido assustadoramente em todo
o mundo, inclusive no Brasil. Alguns já se referem
à doença como a “nova epidemia do século
XXI”.
Atualmente, cerca de 60.000 brasileiros fazem algum tipo de
diálise e 25.000 foram submetidos a transplante renal,
embora sabidamente milhares de outros precisem dessas duas
modalidades de terapia de substituição renal.
Nesta edição abordaremos uma das doenças
renais mais comuns, a glomerulonefrite. A principal causa
dessa doença é a destruição dos
glomérulos de Malpighi pelo próprio sistema
de defesa do corpo, o sistema imune, com grave prejuízo
da função renal.
Uma glomerulonefrite pode levar à progressiva perda
das funções renais, até que o sangue
praticamente não seja mais filtrado e o paciente tenha
de ser submetido a um transplante renal.
O diagnóstico da doença, feito por sedimento
urinário, dosagem do complemento sérico, testes
sorológicos e bacteriologia, deve ser rápido
para evitar mais complicações ao paciente.
Para aprofundarmos o assunto, reproduzimos nessa edição
do Roche in News um artigo escrito pelo especialista Dr. João
Egidio Romão Junior e originalmente publicado pelo
Jornal Brasileiro de Nefrologia. O nosso entrevistado, professor
da pós-graduação em Nefrologia da UNIFESP
e presidente do Conselho de Administração do
Fleury, Dr. Aparecido Bernardo Pereira, também fala
da importância do diagnóstico das doenças
renais, em uma entrevista exclusiva à Roche in News.
Acompanhem ainda o “case” de sucesso da Santa
Casa de Misericórdia da Bahia, exemplo de uma administração
eficiente que trouxe benefícios e sucesso a um órgão
público.
Boa
leitura!
Os
editores |